Eles se amavam, mas, ainda assim, se machucavam. No começo, tudo parecia simples, havia conexão, entrega, vontade de dar certo. Mas, com o tempo, algo começou a mudar.
Pequenas discussões, mal-entendidos, pensamentos que surgiam e não iam embora. E, aos poucos, o que era leve começou a se tornar pesado.
Beatriz não entendia por que se sentia insegura.
João não compreendia por que tudo parecia virar conflito.
E, mesmo tentando acertar, sempre acabavam no mesmo lugar, como se estivessem presos em um ciclo que não conseguiam quebrar.
Até que começaram a perceber algo que nunca tinham considerado antes. Talvez o problema não estivesse no amor, mas na forma como pensavam, interpretavam e reagiam a tudo o que estavam vivendo.
Porque, muitas vezes, não é o que o outro faz que machuca, é o que a mente constrói a partir disso, e enquanto isso não é visto… os mesmos padrões continuam se repetindo.
Mas será que é possível amar de forma leve, quando a mente insiste em complicar tudo?