Ela sempre foi forte. Forte o suficiente para não depender de ninguém. Acostumada a resolver tudo sozinha… a se impor… a provar seu valor…
Alice acreditava que precisava ser assim para dar certo na vida, mas, no silêncio dos seus próprios pensamentos, existia uma sensação que ela não conseguia explicar: algo dentro dela parecia… vazio.
Seus relacionamentos não fluíam. Sempre havia algo que afastava, que travava, que não se sustentava. E, por mais que tentasse entender, nada parecia fazer sentido.
Até que a vida a levou a olhar para um lugar que ela sempre evitou: ela mesma.
Foi nesse processo que Alice começou a perceber que não era sobre ser forte o tempo todo, era sobre ter se desconectado de uma parte essencial de quem ela era.
Uma parte que não precisava competir, nem provar. Mas sentir, confiar e simplesmente ser.
E, aos poucos, algo começou a mudar, sem esforço, sem jogos, sem precisar forçar nada, porque quando uma mulher se reconecta com sua essência… tudo ao redor também se transforma.
Mas será que é possível recuperar aquilo que foi perdido por tanto tempo? Ou algumas partes de nós se vão sem volta?